Dedicado à : Vinicius Reis de onde eu tirei a personalidade do Afonso e ao amigo Sérgio Kronemberg que me inspirou e deu mais luz à minha história.
Há muitos anos existiu um reino na Europa chamado Venúzia . Seu rei se chamava Theodoro e sua rainha Alice . Venúzia fazia fronteira com Anaroc. Esses dois reinos eram inimigos e travavam uma guerra de mais de 30 anos. Anaroc tinha como rei Baltazar e como rainha Anabella.
O Rei Baltazar continuou a guerra de seu pai, tanto Baltazar quanto seu pai vinham de uma linhagem de homens com gênio forte e grande ambição. Baltazar escolheu Anabella para se casar pois era a mulher mais bela do reino e era nobre. Com apenas um mês de casados, Anabella engravidou. Nove meses depois teve um belo menino que Baltazar deu o nome de Afonso, que significava poderoso.
Dois meses depois, o rei Theodoro que estava em uma batalha contra Anaroc recebeu a notícia por um dos seus mensageiros de que sua mulher havia tido uma menina.
- Meu Rei, é uma menina, linda - disse rainha Alice
- Estou vendo meu amor - respondeu o rei - Que nome quer dar à nossa menina ?
- Não quer ter essa honra ? - perguntou a Rainha confusa. Era dever do rei dar nomes aos filhos.
- Mais é claro que não. Você se esforçou por nove meses, esse dever é seu. - falou o rei decidido.
- Gostaria de dar o nome de
- Bem- vinda Aurora. - falou o rei e uma lágrima escorreu por sua barba
Os dois reinos tiveram um breve momento de paz. Estavam em festa devido ao nascimento dos futuros herdeiros ao trono.
Dois anos se passaram, e o reino de Venúzia se alegrava novamente. A rainha Clarisse dava a luz à um menino. Dessa vez, o Rei escolheu o nome e escolheu que seria Otávio.
Passaram-se 20 anos e as guerras continuaram e a fúria entre os dois reinos aumentavam cada vez mais. Milhares de soldados foram mortos e se não fosse pelo extenso território dos dois reinos, faltariam soldados para lutar.
- Aurora, está pronta querida ? - perguntava a rainha Alice entrando nos aposentos de Aurora seguida por suas criadas.
- Um minuto - respondeu Aurora de seu closet - O que acha desse vestido mamãe ? - Aurora vestia um traje de gala vermelho com um decote e bordado com renda francesa na cintura e um laço amarrado abaixo do peito.
- Muito vulgar e exagerado. - respondeu Alice - Seu pai não iria gostar de te ver com esse tipo de roupa na festa em que seu irmão completa maioridade.
- O que eu uso mamãe ? - perguntou Aurora
- Algo branco e rosa, você é pura querida, assim como a manhã. Por isso seu nome é Aurora, deusa da manhã. - respondeu Alice
Aurora colocou um vestido simples mas elegante. Tinha um pequeno decote em V, com mangas justas nos braços e um laço rosa claro abaixo do peito. O restante do vestido caia suavente em volta do seu corpo. Aurora era loira, como um anjo. Olhos azuis como um mar raso. O cabelo puxara de sua mãe e os olhos de seu pai.
Aurora desceu as escadas do castelo entediada. Já estava cansada dessa vida monótona. Tudo que fazia era voltado para achar um noivo digno de ser rei. Bonito, educado, responsável e corajoso.
- Minha menina, como está encantadora. - disse o rei Theodoro - Uma verdadeira jóia rara.
- Obrigada papai - respondeu Aurora
- Vamos, todos estão à nossa espera. - falou Theodoro - Sua mãe entra em seguida com seu irmão
O rei e a princesa sairam para o salão onde o reino inteiro aguardava pela família real. Se encaminharam até o elevado palco e se sentaram. A rainha Alice entrou com o príncipe Otávio e os dois foram ao encontro do rei e se sentaram.
O rei levantou e se dirigiu ao reino :
- Meu querido povo, apresento aqui, meu filho e Príncipe de Venúzia, Otávio Bulamaree.
O povo aplaudiu. Otávio se levantou e se dirigiu ao povo:
- Prometo ser fiel ao meu povo, ao meu reino.
A família real entrou novamente no castelo onde a nobreza e a corte esperavam para o baile real.
O Rei Theodoro e a Rainha Alice foram dançar no meio do salão. Aurora se sentou no trono ao lado do trono da mãe e Otávio foi passeando pelo salão avaliando as moças.
- Poderia me dar a honra ? - perguntou um jovem à Aurora
- Desculpe a indelicadeza, mas terei que recusar - falou Aurora educadamente - estou com uma indisposição.
- Desejo melhoras à senhorita - falou o jovem visivelmente magoado
Aurora recusou mais 10 ou 11 pretendentes. Enquanto Otávio dançou com as mais belas moças do salão.
No outro reino, Afonso Bourbon estava na biblioteca real lendo sobre os monstros marítimos quando :
- Você estuda demais. Precisa aprimorar suas habilidades em batalha. Estamos em guerra, você não deve se preocupar em explorar ou descobrir nada. Você tem que ganhar essa guerra. - falou o Rei Baltazar
- Pai, essa guerra já durou tempo demais. Deixa os Venuzianos com a terra deles e nós com a nossa. A sua ganância e a do vovô estão indo longe demais. - falou Afonso
Afonso era inteligente e astuto. Sonhava em explorar o mundo e ter grandes aventuras. Tinha um porte atlético. Cabelos encaracolados castanhos e olhos verdes. As moças do reino disputavam para ganhar um simples olhar do príncipe, mas, Afonso dispensava todas elas. Eram iguais. Mulheres fúteis que só se importavam com a aparência e o status social.
- Ora que ousadia - exclamou Baltazar - Somos os responsáveis por Anaroc. É nosso dever proteger o povo.
- Proteger sim, matar não. Pai, você mata soldados como se não se importasse com a vida deles. Tanto os inimigos quanto os do nosso povo. Vidas inocentes destruídas pela sua sede de poder. Eu defendo à paz e acho que essa guerra já devia ter sido encerrada - falou Afonso com toda sua sabedoria
- Muleque arrogante, sabe que faço tudo que faço pelo o povo e para o povo. - gritou Baltazar
- Se é pelo povo, você já teria parado de recrutar tantos soldados. Você arruinou famílias inteiras, tirou os homens de suas famílias para servir. Isso não é justo.
- Eu sei o que é melhor para o povo - gritou o rei já ficando vermelho
- Não, não sabe. Você está tão obcecado em ganhar sempre que esquece que há coisas mais importantes que isso. - falou Afonso ficando nervoso. Nunca antes tinha desafiado o pai de tal maneira.
- O que está acontecendo aqui ? falou a rainha Anabella entrando na biblioteca
- Esse muleque acha que sabe o que é melhor para o reino, criança, como pode saber mais do que eu ? Governo desde antes dele pensar em nascer.
- Afonso, pro quarto, agora. - ordenou a Rainha
Afonso saiu do aposento e caminhou para fora do castelo. Foi simplesmente andando pelas ruas de Anaroc. Era noite, tudo estava totalmente deserto. Andou por horas até que se deu conta de que atravessara o limite entre Venúzia e Anaroc.
Percebeu que tinha usado uma passagem minúscula que nenhum dos dois reinos havia percebido até então. Afonso sempre teve curiosidade de conhecer Venúzia, mas sempre fora proibido.
Percebeu que as ruas de Venúzia eram bem mais enfeitadas e alegres. Foi andando até que percebeu que a festa se concentrava dentro do castelo. Resolveu ir verificar, seu coração batendo muito rápido com a emoção de quebrar as regras uma vez na vida.
Viu pessoas sorrindo e dançando. O rei e a rainha de Venúzia no centro do salão, o príncipe dançando com uma bela dama e a princesa sentada em seu trono, sozinha e com uma cara de infeliz. "Por quê ? " Pensou o Príncipe. "Uma menina tão bonita sozinha, ela é tão diferente, tão delicada, como uma flor rara."
Afonso se encantou. Resolveu abusar mais da sorte e entrar no castelo inimigo. Entrou no salão e as moças ficaram curiosas com o homem novo. Afonso se dirigiu até Aurora
- Boa noite - disse Afonso
Aurora se interessou pelo cumprimento diferente desse homem e levantou a cabeça. Se deparou com um homem maravilhoso, rosto suave mas com um jeito forte de homem, sua postura indicava que era um homem educado, "deve ser da nobreza ou da corte" - pensou Aurora. No entanto, Aurora nunca tinha visto esse homem, da onde seria então ?
- Olá - respondeu Aurora
- Pode me dar a honra ? - disse Afonso sorrindo e estendendo a mão
- É claro - respondeu Aurora pegando na mão de Afonso
Afonso sentiu que seu coração ia sair pela boca assim que Aurora tocou sua mão. Foi como se cada célula do seu corpo vibrasse.
Aurora sentiu um nó na garganta que não conseguia explicar. Todo seu tédio tinha ido embora dando lugar à uma euforia descontrolada.
- Da onde o senhor é ? - perguntou Aurora
"Não posso falar que sou do reino inimigo, ela me entregaria" - pensou Afonso.
- Sou de outro país. Estou aqui na casa de parentes. - respondeu Afonso - Por favor, nada de senhor, meu nome é Afonso e o seu é ?
- Princesa Aurora, mas pode me chamar de Aurora - respondeu timidamente
- Lindo nome, Aurora.
Os dois dançaram por várias horas até que Afonso lembrou desesperado que seus pais deviam estar dando por sua falta.
- Aurora, eu preciso ir, mas gostaria de te ver denovo - falou Afonso conduzindo Aurora para o jardim
- O quê, mais já ? Pensei que as mulheres fossem "Cinderelas" e não os homens. - falou Aurora visivelmente triste
- Perdão Princesa, mas é extremamente urgente, um dia lhe dou mais explicações, só diga por favor se podemos nos encontrar denovo - falou Afonso apressado.
- Mas é claro que podemos - falou Aurora
- Me diga onde e quando e eu virei - falou Afonso
- No jardim imperial, amanhã, as 15 horas ? - perguntou Aurora
- Amanhã - falou Afonso pegando a mão de Aurora e dando um beijo de leve
Afonso se apressou descendo os degraus do castelo se dirigindo para a cidade de Venúzia. "O caminho parecia bem menos na vinda" - pensou Afonso correndo um pouco para ir mais depressa. Atravessou a passagem e voltou ao castelo.
Foi direto para seus aposentos onde duas criadas o aguardavam
- Vossa Alteza vai querer alguma coisa ? - perguntou uma delas
- Quero sim - respondeu Afonso recuperando o fôlego - Se alguém perguntar, digam que passei a noite inteira nos meus aposentos. E em hipótese alguma diga à alguém que estive ausente. Entendido?
- Sim Alteza - responderam as duas criadas
- Dispensadas - falou Afonso
Afonso entrou em seu quarto e ficou pensando no que tinha ocorrido. Nunca tinha sentido nada tão forte por ninguém como sentiu por Aurora.
"Mas ela é fruto proibido" - pensou - "Ela é filha do inimigo", "Devo esquecê-la e não devo ir lá novamente."
"Isso está fora de questão" - firmou esse pensamento em sua cabeça - "Aurora é o que eu sempre procurei, é viva, é intensa, não tem medo de ser feliz, é linda por dentro e por fora."
"Não importa se vou correr riscos, eu preciso dar sentido à minha vida. Aurora é a mulher que eu amo, ou pretendo amar."
Em Venúzia ...
- Aurora querida, quem era o jovem atraente que você aceitou dançar ? - perguntou a Rainha Alice
- Um estrangeiro mamãe. Veio visitar familiares. - respondeu Aurora
- Muito bonito e dançava como um verdadeiro príncipe. Um belo partido. Mas cuidado minha princesinha, você sabe o que é certo e errado. Lembre-se que você é uma princesa.
- É claro mamãe. Você me fala isso pelo menos 3 vezes por dia - falou Aurora
- É, está bem. Vão se encontrar novamente ? - perguntou a Rainha
- Não sei dizer, você me ensinou à nunca esperar muito de um homem. - falou Aurora sinceramente
- Sim, é claro, muito bem querida. Bom, vou me retirar, tenha bons sonhos. - A rainha Alice saiu do quarto deixando Aurora sozinha
"Será que ele irá amanhã?" - pensou Aurora - "Ele era tão delicado, mas ao mesmo tempo era tão rebelde, diferente de todos os homens que conheci" , "Preciso vê-lo novamente"
Deitados em duas camas diferentes, pensando um no outro, Aurora e Afonso adormeceram sonhando com o dia de amanhã, pensando no dia de hoje e imaginando se era assim que se sentiam os apaixonados.
-Bom dia dorminhoco, saí de casa para passar o dia aqui, você não vai perder o nosso tempinho juntos dormindo né ? - perguntou Marcelo.
Marcelo era filho do irmão de Baltazar, Arthur que fora nomeado Duque de Anaroc. Marcelo era alto, bonito e tinha um dom para arranjar problemas. Saia com várias mulheres e não ligava para títulos e status social.
- Oi Marcelo, adoro quando você vem me pertubar. - respondeu Afonso ironicamente
- Eu sei, é por isso que você é meu primo preferido. - sorriu Marcelo
- Sou seu único primo - respondeu Afonso bocejando
- Depois não reclama que eu não te elogio - falou Marcelo
- O que faz aqui tão cedo ? Você sempre chega na hora do almoço - falou Afonso tomando banho
- Meu pai, seu querido tio, e o queridíssimo Duque desse reino chato não deixou eu sair ontem à noite. Disse que era perigoso porque era aniversário do tal príncipe Olavo de Uma Dúzia.
- É Otávio, e é Venúzia - corrigiu-o - Esse príncipe se parece muito com meu pai. Só pensa nele e no seu bem-estar. - refletiu Afonso
- Você o conhece ? - perguntou
- Você guarda um segredo ? - perguntou Afonso - Mas é um segredo tão sério que daria em morte
- Claro - falou Marcelo assustado
Afonso contou a história da noite anterior
- E eu que pensei que você fosse santo, você até que faz mais "travessuras" do que eu, pra não falar em crime que daria pena de morte depois de você ser julgado e acusado de espião.
- É, eu sei que errei indo lá. E errei mais ainda me apaixonando pela princesa de Venúzia
- VOCÊ O QUÊ ? - gritou Marcelo
- Quer falar baixo ? - alertou Afonso - É, eu estou me apaixonando por ela
- Uma dança e você fica todo derretido ? Fraco ! - brincou Marcelo
- Não brinca, isso é sério
- Eu sei, to tentando aliviar a tensão, afinal, o máximo que pode acontecer é você ser morto, ou torturado.
- Você é impossível - falou Afonso
- Como ela é de rosto? - perguntou Marcelo, Duque de Anaroc
- Não sei te explicar em palavras, mas ela é mais bonita do que qualquer outra mulher que eu tenha visto - respondeu Afonso
- Primo, você sabe essas conversas melosas e apaixonadas não são meu tipo preferido. - falou o Duque
- O problema vai ser como eu vou vê-la. Não sei se vou conseguir sempre - falou Afonso temeroso.
- Você tem primo pra quê ? Vou te ajudar! - falou Marcelo
- Muito obrigado, tem a gratidão não só de um futuro rei, mas de um irmão.
- Ah, não fala assim que eu choro - falou Marcelo
No Jardim Imperial, às 15 horas:
- Aurora, você veio! - disse Afonso
- É claro, fiquei me perguntando se iria vê-lo novamente. - falou Aurora
- Será que podemos ir para algum lugar onde as pessoas não fiquem olhando ? - perguntou Afonso
- Mas por quê que não quer que ninguém nos veja ? - perguntou Aurora
- Bom, é, é que ... - se enrolou Afonso
- É por quê eu sou princesa, não é ? Eu entendo.
- Isso, porque VOCÊ é uma princesa - falou Afonso, mas Aurora não percebeu o duplo sentido da frase.
- Bom, eu uma casa na árvore ali atrás, eu costuma me esconder quando era criança, ninguém mais conhece - falou Aurora
- Perfeito - falou Afonso
A casa da árvora ficava na árvore mais alta do jardim. Bem escondida pelas folhas, não era do conhecimento dos reis pois foi um presente do avô de Aurora para ela. Ele odiava toda a pressão que um rei sofria, e montava vários esconderijos para Aurora. A casa na árvore era o esconderijo que Aurora mais gostava, era no alto, longe de tudo e todos.
- Nossa, incrível esse lugar - falou Afonso olhando pela janela - da pra ver o castelo do meu rein... quer dizer, o castelo do outro reino.
- É ... eu acho Anaroc terrível.
- É mesmo ? - Afonso se chocou
- É claro, lá o rei obriga as pessoas à irem pra guerra. Meu pai deixa as pessoas escolherem ir ou não. Aqui as pessoas lutam pelo reino se quiserem.
- É claro, isso é o certo. O rei de lá parece ser terrível. - falou Afonso tentando concordar com Aurora
- Todos da família real de lá parecem ser - falou Aurora
- Como ? - se surpreendeu Afonso
- É, se não já teriam tirado o Rei do poder. Ele não pode ser tão cruel, tirano e arrogante assim.. - falou Aurora
- Vai ver a família dele não tem escolha - falou Afonso magoado
- Será que não ? Eu soube que ele tem um filho, será que esse filho até agora não se deu conta de que o povo ta morrendo e de que não está sobrando gente em Anaroc ?
- Mas é claro que o filho do Rei sabe. - falou Afonso
- Conhece ele ? - falou Aurora
- Claro. Ele quer mudar várias coisas em Anaroc. Mas simplesmente não consegue fugir do controle do pai, que o chama de moleque mimado, que não dá valor ao que tem. - desabafou Afonso
- Nesse caso, chamo o filho do rei de fraco. O que vale mais : infrentar o pai pelo bem do povo, ou se deixar ser capacho e ver o povo morrer ?
- Você tem razão - falou Afonso pensativo - Você tem toda razão, Anaroc precisa se reconstruir e precisa que eu os leve para um caminho diferente da morte e da guerra.
- "Que eu os leve" ? Como assim, você, você é o filho do rei de Anaroc ? - falou Aurora se afastando de Afonso
- Quê ? - falou Afonso quando viu Aurora se dirigindo para o elevador da casa na árvore - Espera, Aurora, me escuta, não vou te fazer mal.
- Ta, fala. - falou Aurora
- Eu nunca quis te fazer nenhum mal, eu entrei sem querer no seu reino e vi você sozinha na festa do seu irmão e quis muito dançar com você. Eu sinto algo forte por você, algo que eu não sei explicar, que está acima dessa guerra, acima de tudo. - falou Afonso
Aurora começou a tremer
- Por favor Aurora, não fica assim ... Se fosse pra eu te fazer algum mal, já teria feito. - falou Afonso
- Não estou com medo de você, estou com medo porque sinto o mesmo por você. - falou Aurora
- Mais isso é ótimo - falou Afonso
- Não, não é. Isso nos mataria. Ou meu pai te mataria pensando que você estava querendo me usar pra o espionar, ou seu pai me mataria alegando o mesmo. - falou Aurora
- Eu nunca deixaria ninguém te fazer mal - falou Afonso
- É, mas quero ver você impedir 100 homens do seu pai. Eu também não quero que nada de ruim aconteça com você, mas se meu pai ordenar, eu não vou conseguir lutar contra um exército inteiro. - falou Aurora
- Você tem razãp, precisamos fazer alguma coisa. Em hipótese NENHUMA eu vou deixar de me encontrar com você. Eu quero me casar com você, quero você pra sempre. - falou Afonso abraçando Aurora
Aurora pela primeira vez na vida se sentiu protegida enquanto estava abraçada com Afonso. Afonso por outro lado, sentiu como se fosse capaz de lutar contra quem fosse preciso por Aurora.
- O que vamos fazer ? - perguntou Aurora
- Por enquanto nada. Continuamos à nos encontrar aqui e vamos deixando levar. Precipitar as coisas não vai adiantar de nada. - falou Afonso
- É verdade. É melhor aproveitar o tempo que temos juntos. - falou Aurora
- Você pode começar me contando como aceitou tão fácil que eu fosse futuro rei de Anaroc. Eu poderia ser um mentiroso. - falou Afonso
- Mas não é. Você tem porte de príncipe. E você usa o símbolo real de Anaroc. Só percebi quando você me falou que era filho do Rei Baltazar.
- Pra alguém que dá uma de Rapunzel trancada em uma torre, até que você é bem inteligente. - riu Afonso
- E pra um príncipe fofoqueiro que invade o reino inimigo só pra dançar com uma mulher, até que você é bem romantico.
- Olha garota, não brinca comigo não - falou Afonso
Afonso puxou Aurora pela cintura, apertou o abraço em volta de sua cintura e à beijou delicadamente. Os dois passaram o fim da tarde e o começo da noite conversando sobre vários que nenhum dos dois já tinha conversado com alguém na vida. Em 3 horas, os dois se conheciam melhor do que qualquer pessoa que tivesse crescido com um dos dois. Pareciam almas gêmeas.Aurora.
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Imune à sentimentos
Conheci uma pessoa imune à sentimentos. Não sente pena, compaixão, medo, amor, felicidade e etc. Mas os sentimentos ruins sabe muito bem, sabe ter ódio, raiva, sabe se sentir superior, sabe impor sua vontade, e vive atrás de sensações boas, seja dar uma tragada ou buscar o prazer momentaneo. Considero isso como uma pessoa covarde, que esconde os sentimentos com medo de se amor. A princípio pensei que a pessoa os escondesse de mim, mas com o decorrer do tempo, percebi que esconde de si mesma e do mundo. Especialistas disseram que é uma fobia, que é mais comum nos homens, se chama fobia de compromisso, mas que pode ser entendida também por esconder os sentimentos. Não quer dizer que mulheres não tenham, mas é comum em homens. A pessoa por ter medo de mostrar quem é de verdade, se revelou uma pessoa podre, que inverte valores e atrapalha sua vida e a vida das pessoas que lhe querem bem. Não creio que a pessoa só possua sentimentos ruins dentro de si, prefiro acreditar que não se abriu pra mim do que acreditar que a pessoa é má por si só.
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